quinta-feira, 22 de maio de 2014

Quem tem medo de Oya?



Eeeepa hey Oyà,
Carrega O búfalo pelo chifre
Mulher grande e poderosa
Por seus nove filhos sofre
Ainda assim é amorosa

Esposa do homem poderoso
Mulher Guerreira
A coragem é seu bem
Até para a morte companheira

Quem é esse mulher?
O fogo a segue por onde passa
Se quebra ao meio se é preciso
Tal qual mera cabaça

Não há inimigo que não a tema,
Dela correm feito criança
Esperem, não corram!
Que dó, que pena!
Correm que nem se cansa!

Somente à oya temo,
Sua arma de fogo nas mãos,
A ela devo meu respeito
Elém de submissão.

Até o vento e a tempestade
Não ousam Oyà contrariar
Oh minha mãe, esteja comigo!
Juro lhe acompanhar!

Eeeeepa hey!


Trabalho em uma casa de Axé.

A religião que decidimos seguir é uma decisão pessoal e nunca podemos culpar ninguém por ela. O estar dentro de uma casa de Axé significa muito trabalho, cansaço mas também significa dedicação e alegria de servir ao Orixá.

Calendário é para os visitantes, para a assistência. Filho de axé, seja abian, yawo, egbomi, ogan ou ekedi deve estar presente e saber decor as obrigações e orôs. 

Festa é quando saímos à comunidade e dizemos: Foi tudo bem! Estamos felizes por fazer parte dessa casa e servirmos ao santo! 
Se você não foi ao orô, não deu osé, não varreu quintal nem fez comida, está comemorando o que na festa?

Candomblé não significa colocar roupa bonita e cheirosa e desfilar por horas, não é dar show para os visitantes. Isso é a consequência do que fazemos dentro, por detrás das portinhas.

Você nunca estará em uma casa que não precise varrer algo, picar, colher, plantar, cortar, lavar, passar pano, pintar, reformar. Isso tudo também é papel de todos na casa.

Vale refletir.

Prestação de Contas - Fechamento Fevereiro

Saldo Atual: R$ 936,17 (+ R$ 721,17 comparando com o mês anterior 😀) Gastos no Mês: R$ 220,00 (+ R$ 45,00 comparando com mês anterior 😟) G...